Viseu, 02 de fevereiro de 2026

Cirurgia plástica na afirmação de gênero no Brasil, 5 princípios que ampliam acesso seguro e humanizado

A assistência cirúrgica para pessoas trans tem evoluído, com protocolos mais claros, técnicas aprimoradas e postura profissional orientada ao respeito. Esse avanço reduz improvisos e fortalece a confiança entre paciente e equipe, melhorando a jornada de cuidado. O cenário atual[…]

Cirurgia plástica na afirmação de gênero no Brasil, 5 princípios que ampliam acesso seguro e humanizado
Ver Resumo

A assistência cirúrgica para pessoas trans tem evoluído, com protocolos mais claros, técnicas aprimoradas e postura profissional orientada ao respeito. Esse avanço reduz improvisos e fortalece a confiança entre paciente e equipe, melhorando a jornada de cuidado.

O cenário atual desloca o foco da estética exclusiva para resultados funcionais, terapêuticos e sociais, garantindo que a intervenção médica contribua para a saúde física e emocional. A consolidação de orientações técnicas facilita a formação de profissionais interessados em atender essa população.

As recomendações reunidas no manual TRANScender e a posição de especialistas mostram cinco princípios centrais que orientam a prática da cirurgia plástica na afirmação de gênero no Brasil, conforme informação divulgada por Renata Sbrissa.

1, cirurgia de afirmação de gênero vai além da estética

A primeira diretriz enfatiza que a atuação do cirurgião plástico não se limita a aspectos cosméticos, ela é reparadora e terapêutica. Procedimentos podem restaurar função, aliviar disforia e promover melhores condições de convivência social, por isso a cirurgia plástica na afirmação de gênero é tratada como cuidado de saúde integral.

Leia também:  10 comportamentos que indicam problemas de visão na criança, sinais claros e quando procurar um oftalmologista

2, não existe modelo único, cada caso é individualizado

O processo de afirmação de gênero não segue roteiro padronizado, cada pessoa traz demandas e expectativas próprias. As cirurgias são planejadas individualmente, com avaliação das necessidades, limites e objetivos, buscando sempre os melhores resultados e a segurança do paciente.

3, técnica, ética e acolhimento caminham juntos

Os avanços técnicos tornaram muitos procedimentos mais seguros, mas a qualificação do atendimento também passa pela postura ética e pelo respeito à identidade. Como afirma o cirurgião plástico Dr. Felipe Góis, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, “A cirurgia plástica no processo de afirmação de gênero não é apenas técnica, Ela envolve ética, acolhimento e responsabilidade social, Quando o médico se propõe a escutar, compreender e atuar com segurança técnica e respaldo ético, ele reduz riscos, evita improvisos e amplia o acesso dessas pessoas aos serviços de saúde, Informação qualificada não apenas orienta o profissional, ela protege trajetórias e transforma vidas”.

4, informação qualificada e cuidado contínuo ampliam o acesso

A existência de diretrizes, protocolos legais e formação específica reduz medo entre profissionais e diminui práticas improvisadas. O princípio da informação qualificada protege trajetórias, orienta condutas e amplia o acesso a serviços competentes, contribuindo para uma assistência mais responsável e segura.

Leia também:  Cártamo: óleo rico em ômega 6 e vitamina E que reduz inflamação e protege o coração

5, atuação integrada e equipe multiprofissional

O cuidado em saúde das pessoas trans deve ser contínuo e, quando necessário, envolver uma equipe formada conforme as necessidades do paciente, integrando cirurgião plástico, endocrinologista, psicólogo, psiquiatra, médico clínico, enfermagem, fonoaudiólogo, fisioterapeuta, nutricionista e assistente social. A coordenação entre esses profissionais garante acompanhamento ético, técnico e humanizado ao longo de todo o processo.

No Dia da Visibilidade Trans, especialistas da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica reforçam que ampliar acesso a profissionais capacitados, combater a desinformação e fortalecer práticas médicas baseadas em ciência, ética e respeito são passos essenciais para garantir uma assistência em saúde mais justa e inclusiva para a população trans no Brasil.

Notícias relacionadas

Encontre a notícia que você procura